É correto obrigar seu filho a dar beijos e abraços em familiares?

Quando seu filho não quer beijar ou abraçar o primo ou o tio, respeite o seu espaço e não o obrigue. Saiba o motivo!

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Quando levamos nossos filhos a visitar familiares que a criança mal conhece é provável que ela não queira abraçar ou beijar essa pessoa. Apesar de ser um membro da família, seu filho não tem uma relação de proximidade com o primo ou tio e prefere manter a distância.

Algumas mamães não conseguem entender a atitude da criança e forçam a um contacto físico, que deixa a criança incomodada. E a criança pode recusar-se a beijar ou abraçar mesmo familiares mais próximos, como os avós.

Nivea Salgado, do blog Mil Dicas de Mãe, refere que já enfrentou este problema com a sua filha e começaram a surgir comentários que a criança é livre de fazer o que quer com o próprio corpo.

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Os familiares adoram seu filho e querem muito beijá-lo e abraçá-lo, o que torna desagradável uma recusa por parte da criança, mas a verdade é que aquela pessoa é uma estranha para o mais pequeno, e isso provoca uma recusa da parte deste em que exista um contacto. E na opinião da bloguer a criança deve decidir se quer ou não tocar naquela pessoa, independentemente desta ser ou não da família.

A agência neozelandesa CAPS Hauraki protege crianças vítima de violência e abuso sexual. Em sua página do Facebook, colocou a imagem de uma garotinha de 5 anos, com a seguinte frase: “Eu tenho 5 anos. Meu corpo é meu corpo. Não me force a beijar ou abraçar. Eu estou aprendendo sobre consentimento e o seu apoio irá ajudar a me manter segura para o resto da minha vida”. Isto significa que é importante uma criança ter controle sobre o seu corpo e aprender a dizer não. Isso ajuda a que ela aprenda a se defender de futuras situações, que podem parecer insignificantes para um adulto, mas evitam que a criança seja estuprada.

A verdade é que existem outras maneiras de seu filho demonstrar educação para com os familiares sem existir contacto físico. Na cultura brasileira é muito comum cumprimentar alguém com um beijinho no rosto, mas seu filho pode acenar com a mãe e apenas beijar quando se sentir confiante para tal. Ao obrigar a criança a fazer algo que ela não quer está a violar os seus direitos.